Casa do Hip Hop de Piracicaba
Manual de identidade, versão 2.0

Casa do
Hip Hop

Cultura, quebrada e oportunidade há mais de 20 anos. Este é o manual que une a marca mãe e todos os projetos que nascem debaixo do seu guarda-chuva: Casarão, Ladeira, Rádio Paulicéia, Horta Comunitária, Bora pro Trampo, A Cidade Que Queremos e o que vier a seguir.

Piracicaba, SPDesde 2001
Marca mãe + 8 submarcasTerritório, cultura, ofício
casadohiphop.com.brVersão 2.0 (2026)
↓ role pra ver o manual completo
01

Essência da marca

A Casa do Hip Hop não é uma ONG que usa estética de rua pra parecer autêntica. Ela é a rua, organizada. A marca precisa carregar as duas coisas ao mesmo tempo: a força e a estética do hip hop de quebrada (grafite, textura, contraste, atitude) e a solidez de uma instituição de 20+ anos que presta contas, forma gente e é reconhecida pelo poder público. Premium não é "polido". É inegociável, é feito com capricho, é respeitado.

Missão

Transformar a vida de crianças, adolescentes e jovens de Piracicaba através da cultura, usada como ferramenta de formação, não como entretenimento passageiro.

Origem

Nascida em 2001 pelas mãos de Bira, que recuperou um centro comunitário abandonado na Pauliceia. Virou associação em 2007. A marca carrega essa origem de baixo pra cima, nunca de cima pra baixo.

Território

Três quilombos na cidade (Casa do Hip Hop, Casarão e Ladeira) mais um conjunto de projetos temáticos que atendem 350+ jovens por mês.

O que a marca é
  • Direta, sem enrolação: fala como quem tá na quebrada, não como quem observa de fora.
  • Orgulhosa da própria história, mesmo nas partes difíceis.
  • Séria com números e resultados. Transparência não é slogan.
  • Visualmente crua no jeito certo: grafite, preto, vermelho, foto documental P&B.
O que a marca não é
  • Não é uma marca "inspirada em" hip hop: ela é feita por quem vive o hip hop.
  • Não infantiliza o público nem os jovens atendidos.
  • Não usa clichês corporativos de "impacto social" e "propósito".
  • Não estiliza a pobreza. Mostra dignidade, não miséria.
02

Tom de voz

Toda comunicação (site, social, flyer, ofício) fala com a mesma voz: a de quem constrói a coisa junto, não de quem anuncia de cima. Frases curtas e diretas. Números reais em vez de adjetivos vagos. Orgulho sem exagero.

Cultura como ferramenta de formação, não como entretenimento passageiro.— Quem Somos, casadohiphop.com.br
A gente não espera o jovem chegar até nós.— Território / Quilombos
Evitar

"Estamos muito felizes em anunciar mais uma iniciativa transformadora que impacta positivamente a comunidade!"

Preferir

"350 jovens por mês. 3 quilombos na cidade. 20 anos disso. A Casa do Hip Hop forma quebrada."

Evitar

Emojis em excesso, hashtags genéricas, chamadas do tipo "clique aqui" ou "não perca essa oportunidade única".

Preferir

Verbos de ação direta: forma, constrói, ocupa, resiste. Uma chamada clara por post: "Ver oficinas abertas", "Fazer uma doação".

Vocabulário próprio

Quebrada, quilombo (pra cada núcleo territorial), a Casa, coletivo, oficina. Nunca "curso" ou "aula" isolados de contexto comunitário.

Pessoa gramatical

Primeira pessoa do plural o tempo todo: "a gente", "nós fazemos". Nunca a marca fala de si na terceira pessoa distante.

Pontuação e formato

Frases curtas. Parágrafos de no máximo 3 linhas. Números sempre em algarismo, nunca por extenso: reforça o peso do dado.

04

Paleta de cores

Sete cores, duas famílias: neutros que carregam peso (preto, papel, cinzas) e um vermelho que nunca é decorativo. É sempre o ponto de atenção, a assinatura, o "isso aqui importa".

Preto
#0A0A0A · RGB 10 10 10
Fundo dominante. Header, footer, seções de abertura. Transmite peso e seriedade institucional.
Preto suave
#171715 · RGB 23 23 21
Alternância de seções sobre fundo escuro, sem quebrar o contraste com o preto puro.
Vermelho
#E4002B · RGB 228 0 43
Cor de assinatura. Eyebrows, CTAs, destaques, wordmark do logo. Usar com moderação: é grito, não papel de parede.
Vermelho escuro
#8C0F1B · RGB 140 15 27
Estados de hover/pressed do vermelho, ou vermelho sobre fundo papel quando o vívido pesa demais.
Papel
#F5F2EA · RGB 245 242 234
Fundo claro alternativo ao branco puro, mais quente, com textura de papel/zine. Nunca usar #FFFFFF puro.
Cinza
#6B6A63 · RGB 107 106 99
Texto de apoio sobre papel, legendas, texto secundário em corpo de texto longo.
Cinza claro
#A8A69C · RGB 168 166 156
Texto de apoio sobre fundo escuro: parágrafos, navegação inativa, metadados.
Proporção de uso recomendada
60% preto
30% papel
10% vermelho

O vermelho é a cor mais rara e por isso a mais valiosa da paleta. Se tudo grita, nada grita. Cinzas nunca competem com o vermelho pela atenção.

05

Tipografia

Três famílias, três papéis fixos. Nunca trocar uma pela outra por preferência estética: cada uma existe pra resolver um problema de hierarquia específico, e é o que unifica a marca mãe e todas as submarcas.

AntonDisplay / títulos / wordmarks
Quebrada
não espera

Sempre em caixa alta, sempre condensada e pesada. Usada em títulos (H1/H2), estatísticas de impacto e qualquer wordmark de submarca. Nunca em corpo de texto ou parágrafos longos: cansa a leitura.

ManropeCorpo de texto / interface

A Casa do Hip Hop forma e transforma jovens de Piracicaba através de oficinas gratuitas, cultura e comunidade. Esta é a fonte de leitura: legível em qualquer tamanho, sem personalidade de sobra pra não competir com a Anton.

RegularMediumSemiboldBoldExtrabold
Space MonoEyebrows / labels / navegação / dados
// O QUE A GENTE FAZ
350 JOVENS ATENDIDOS TODO MÊS

Sempre caixa alta, tracking aberto (0.08–0.18em). É a voz "de sistema" da marca: categoriza, rotula, cronometra. Reforça o lado técnico/institucional que equilibra a crueza do grafite.

Hierarquia tipográfica
H1

64–96px

Anton · caixa alta · 1 por página

H2 / Estatística

32–48px

Anton · início de seção

Corpo

16–18px

Manrope · leading 1.5–1.65

06

Fotografia

Documental, nunca stock. Preto e branco de alto contraste, grão visível, luz dura: a estética de quem fotografa a própria quebrada, não de quem observa de fora com filtro. Cor só entra através da marca (vermelho aplicado em overlay/CTA), nunca na foto em si.

Foto documental P&B da Casa do Hip HopFoto documental P&B da Rádio PaulicéiaFoto documental P&B do Casarão
Fazer
  • Fotografar pessoas de verdade fazendo a atividade real, sem pose de banco de imagens.
  • Preto e branco com contraste alto, sombras marcadas.
  • Grafite, mural e arquitetura da própria Casa como cenário.
Evitar
  • Fotos coloridas "genéricas de ONG", sorriso forçado, luz estourada.
  • Filtros de Instagram vintage (sépia, vinheta pesada).
  • Still de objetos sem gente: a marca é sobre pessoas.
Tratamento técnico
  • Grayscale + leve aumento de contraste (~110%) na pós-produção.
  • Overlay de gradiente preto na base para legendas/CTAs sobre a foto.
  • Nunca aplicar duotone vermelho direto na foto: o vermelho vem da UI, não da imagem.
07

Arquitetura de marca

A Casa do Hip Hop é a marca mãe: endossante, sempre presente. Cada projeto que nasce debaixo do guarda-chuva ganha liberdade criativa própria (cor, ícone, personagem), mas nunca liberdade tipográfica: todos falam a língua visual da Anton + Space Mono e carregam, em algum ponto da peça, o selo da Casa.

Casa do Hip HopMarca mãe, endossante
Casarão
(quilombo)
Ladeira
(quilombo)
Rádio Paulicéia
Bora pro Trampo
Horta Comunitária
A Cidade Que Queremos
CosturAção
Estúdio "A Casa"
Tier 1: Territoriais (quilombos)

Casarão e Ladeira são casas, não programas. São endereços físicos com grade própria de atividades, e por isso herdam o tratamento gráfico mais próximo da marca mãe: mesmo wordmark grafitado vermelho/preto, rótulo "PROJETO" acima do nome, mesma tagline institucional "ARTE · CULTURA · ESPORTE · CIDADANIA" e o selo da Casa do Hip Hop sempre visível no canto.

Tier 2: Programas temáticos

Rádio Paulicéia, Bora pro Trampo, Horta Comunitária, A Cidade Que Queremos e afins ganham cor e mascote/ícone próprios. A Rádio tem seu robô-DJ, a Horta é verde com traço de marcador, A Cidade Que Queremos rompe pro pop-art colorido de skyline. A única exigência: o wordmark segue a mesma lógica de letreiro grafitado e o selo da Casa aparece em aplicações institucionais (site, ofícios, relatórios), não necessariamente em toda peça de rua/social.

Submarcas em uso
Logo Projeto Casarão
Casarão
Tier 1 · Quilombo
Zona Norte, com apoio da São Paulo Cestas Básicas. Selo da Casa fixo no canto.
↓ Baixe agora
Logo Projeto Ladeira
Ladeira
Tier 1 · Quilombo
Jardim Glória, ao lado do barraco do Frei Sigrist. Mesmo padrão do Casarão.
↓ Baixe agora
Logo Rádio Paulicéia
Rádio Paulicéia
Tier 2 · Programa
Identidade mascote (robô-DJ), monocromática. "Casa do Hip Hop" como marca d'água de suporte.
↓ Baixe agora
Logo Bora pro Trampo
Bora pro Trampo
Tier 2 · Programa
Selo preto e branco, ícone de foguete: comunica ascensão profissional.
↓ Baixe agora
Logo Horta Comunitária
Horta Comunitária
Tier 2 · Programa
Única submarca com cor própria fixa (verde): natureza pede exceção deliberada à paleta.
↓ Baixe agora
Logo A Cidade Que Queremos
A Cidade Que Queremos
Tier 2 · Programa cívico
Única exceção de paleta expandida (pop-art): projeto de mobilização juvenil, público mais jovem.
↓ Baixe agora
Regras pra criar uma submarca nova
  • O wordmark é sempre grafitado, à mão ou com fonte que simule spray/marcador. Nunca uma fonte geométrica genérica.
  • Preto e vermelho são o ponto de partida padrão. Só se afasta da paleta (como Horta e Cidade Que Queremos) quando há uma razão de conteúdo clara e aprovada, não por preferência estética pontual.
  • Toda submarca institucional (aparece em contrato, relatório, ofício, rodapé do site) carrega o selo circular da Casa do Hip Hop em algum canto, tamanho mínimo 10% da largura da peça.
  • Peças de rua/social podem soltar o selo se o contexto já deixa claro que é um projeto da Casa (ex: post feito a partir do perfil oficial).
  • Tipografia de suporte (textos, legendas, dados) é sempre Manrope + Space Mono: isso é o que garante que 8 submarcas pareçam uma família, não 8 marcas soltas.
08

Aplicações

Exemplos de como o sistema se comporta em peças reais: social, papelaria, material de rua e merch. Base fixa: fundo preto ou papel, foto documental P&B, vermelho só no ponto de atenção.

Post de rede social
Oficinas abertas

Breaking
toda quinta

Casa do Hip Hop · Higienópolis
Cartão institucional
Logo Casa do Hip Hop
Coordenação pedagógica
Bira Sabino
R. Jaçanã Altair Pereira Guerrine, 188
casadeculturahiphop@gmail.com · (19) 99198-8822
Flyer de evento (submarca Rádio)
Ao vivo

Rádio
Paulicéia

Sábados · 10h às 16h · casadohiphop.com.br/radiopauliceia
Camiseta / merch
Logo aplicado em camiseta
Papelaria

Fundo preto como padrão institucional. Logo claro, hierarquia Anton (nome) + Space Mono (cargo/contato).

Redes sociais

Foto documental de fundo + gradiente preto na base + 1 eyebrow + 1 título Anton + 1 linha de rodapé mono. Nunca mais que isso num post.

Merch e material físico

Logo isolado, sem fundo decorado: a peça física já é o cenário. Priorizar a versão clara sobre tecido escuro.

Casa do Hip Hop
Manual de identidade visual, versão 2.0 · 2026
Construído a partir do site oficial, submarcas ativas e material fotográfico real da Casa. Documento vivo: atualizar sempre que uma submarca nova entrar debaixo do guarda-chuva.
casadohiphop.com.br
casadeculturahiphop@gmail.com
Piracicaba, SP · CNPJ 11.569.202/0001-75